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terça-feira, 4 de março de 2008

Algumas coisinhas que admiro nos quebecoises

A impressão que tenho aqui é que a consciência dos quebecoises (e imigrantes de muitos anos) está crescendo cada dia mais, em relação ao aquecimento global. Eles têm uma consciência muito legal de como nós podemos ajudar a, pelo menos, não poluir ainda mais o meio-ambiente.
Uma forma deles fazerem isso é simplesmente rejeitarem os saquinhos plásticos na hora de fazer uma compra pequena. Aqui tem uma campanha muito forte pra você comprar sua própria sacola de supermercado (biodegradável) e utilizá-la várias vezes, não precisando assim, dos saquinhos plásticos, e conseqüentemente, poluindo menos o meio-ambiente. Mas o fato é que, mesmo quem não tem essa sacola em mãos, geralmente diz que não precisa do saquinho pra guardar o pouco que comprou. Eles simplesmente colocam na bolsa, na mochila, no bolso, etc. E o melhor é que as pessoas ainda comentam coisas do tipo "não preciso de saco não, vamos ajudar o meio-ambiente"... Ou seja, é por este motivo mesmo! Muito legal isso!
Por falar em ecologia, vocês sabiam que até 2010 Montréal terá um imóvel de 5 andares, construído com 100% de materiais reciclados ou reutilizados?? Além disso, ele vai ter toda uma estrutura com consumo menor de água e de energia elétrica. No final do ano passado, saiu uma série de reportagens sobre este projeto e o bairro vai ser considerado como um dos mais ecológicos do mundo!
Mas fugindo um pouquinho do assunto ecologia, outra coisa legal que observo aqui é que eles fazem o maior esforço em ajudar a pessoa na hora do troco de uma compra. rs... Quando o preço final, já com as taxas dá um valor quebrado, eles normalmente calculam rapidinho uma forma de te fazer gastar menos moedas, arredondando pra 1 dólar, ou pra 25 cents, e por aí vai. Isso não é muito comum no Brasil, né? Pelo contrário, são as pessoas dos caixas que às vezes ficam sem troco porque não têm moedas.
Mas acho que isso aqui faz parte da cultura geral do quebecois, esse hábito de simplesmente olhar pro outro, ajudar expontâneamente... E nós só temos a aprender com isso!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Festinha no Brasil e aqui!

Hoje completamos 8 meses de Montréal!! Oito mesezinhos gente, o bebê tá quase nascendo! hihihi
Mas é isso mesmo, em 8 meses aqui, nós nascemos de novo, recriamos nossas vidas em vários aspectos, até nos pequenos detalhes: reaprendemos a falar, a escrever, a interpretar textos, a redigir CV, a usar máquina de lavar com moeda, a fazer varal na sala do apartamento, pois as roupas que não vão na máquina de secar, também não podem ficar lá fora com esse frio todo... E por aí vai...
Quando eu digo que nascemos de novo, é porque é assim mesmo que nos sentimos, porque este recomeço gera mudanças muito fortes nas nossas vidas. É um recomeço onde absorvemos muita informação de uma nova cultura, ao mesmo tempo em que criamos novos valores, novos hábitos (sem esquecer a base dos nossos, lógico).
É claro que, quanto mais se pesquisa antes de vir, melhor preparada a pessoa vem. Mas mesmo assim, existem detalhes do cotidiano - como o fato de não precisar balançar o braço pro motorista do ônibus parar na sua arrêt, ou ainda os choques que a gente leva, por causa da secura dos aquecedores - que são coisas que a gente só aprende aqui, no dia-dia e pagando muito mico! =)
Pra encerrar esse assunto, completo dizendo que mesmo depois de 8 meses, ainda estamos caminhando em relação às duas línguas, damos um passo a cada dia. Ainda me pego de vez em quando dando aquele sorrisinho amarelo, quando fazem uma piada no trabalho, só pra eu não ficar com cara de "não entendi"... Acho que é como o Alexandre sempre diz, os dois grandes fatores que influenciam na adaptação de quem se muda de país são: trabalho na sua área (e satisfação por isso) e fluência na língua. Com essas duas partes resolvidas, o resto acaba fluindo naturalmente.
Mas outra coisa importante pra esse post, é que hoje é aniversário do meu paizinho lindo e amado! Meu pai, um ex-padre que cresceu na roça do Rio Grande do Sul, ex-professor, ex-tradutor e revisor da Embrapa, é um senhor já de idade, que está fazendo hoje 83 anos. É uma pessoa com uma história de vida linda e ao mesmo tempo triste em alguns aspectos, com um coração enorme, cheio de bondade e carinho pra dar. Paizinho lindo, como te amo!!! Que Deus te dê ainda muitos anos de vida com muita saúde, principalmente porque você sempre teve uma saúde de ferro, mas à medida que os anos vão passando, as coisas mudam um pouquinho, né? Queria estar aí hoje pra te dar meu abraço pessoalmente, mas mando "virtualmente" todo o meu desejo de felicidade pro senhor.


Nem vou falar muito, porque já tô me emocionando aqui. rs...

Mas é isso, gente! E vamo que vamo, rumo ao primeiro aninho na terra gelada! Aliás, contagem regressiva, hein: 4 semanas pro inverno acabar (oficialmente, pelo menos! hehehe).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Aprendendo a hibernar

Cá estamos nós, no famoso mês de janeiro, tão temido por Alexandre e eu, porque diziam que era o pior mês do inverno, além de fevereiro.
De fato, quando tem uma nevasca por aqui, as coisas complicam um pouco (eu disse um pouco!): o trânsito fica mais lento, algumas escolas fecham, certos comércios não abrem. Mas isso é coisa de um ou dois dias, no máximo. Depois que eles limpam as ruas, a vida volta ao normal. Aliás, uma coisa que aprendi com a última nevasca é que não são só os ursos e os esquilos que acumulam comida no inverno para hibernar! rs... No dia da nevasca, eu tive que trabalhar (lerê, lerê) e comentei com uma colega de trabalho que não sabia como ia fazer pra enfrentar toda aquela neve até o supermercado. Foi aí que ela me disse que, quando viu as previsões no dia anterior, ela foi logo comprar tudo o que precisava, pra não ter que ir ao mercado nos próximos dias... Ou seja, pra poder hibernar tranquilamente.
Mas o fato é que nesse mês, (não sei se felizmente ou infelizmente) as temperaturas ficaram mais altas do que eu esperava... Não temos passado dos -8, o que dá pra agüentar tranquilamente, no dia-dia. São as mudanças climáticas afetando o mundo, né galera...
Porém... O que tem realmente me incomodado nesta época é essa coisa de anoitecer cedo e amanhecer tarde. Nos primeiros dias, eu achava que não incomodaria tanto. Tirando o pequeno detalhe de que me pegava algumas vezes de pijama, pronta pra deitar às 7 horas da noite...
Mas agora tenho percebido que a gente fica mesmo meio "passado", lerdo... Sonolento, talvez. Não sei se é assim com todo mundo, mas quando começa a anoitecer (por volta de 4:30, 5 da tarde), vai me dando um soniiiinho... Daí quando eu saio na rua e bate aquele frio, aí é que vai dando mesmo aquela moleza, ô vontade de voltar pra casa e tirar um soneca! Talvez seja por isso que todo mundo aqui vive com uma caneca de café na mão.
E de manhã, eu estava acostumada a acordar com o despertador por volta das 8:00hs. Aos poucos, fui começando a sentir uma dificuldade maior do que o habitual pra acordar. Tudo bem que eu sempre coloco o soneca pra apitar ainda umas 2 ou 3 vezes, mas eu cheguei a quase perder a hora um dia, porque simplesmente não conseguia acordar. A coisa era tão sutil, que levei alguns dias pra me tocar que era essa "escuridão" matinal que estava dificultando a coisa.
Escuridão é modo de dizer, tá gente? Não chega a ficar um breu, mas também não fica claro... Anyway, vocês entenderam.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Você sabe que está num país de primeiro mundo quando...

... Você presencia um grupo de ladrões invadindo uma loja, liga pra polícia e tem que passar por um longo questionário do agente do 911, até que eles acreditem no fato e transfiram pra polícia. Eles chegam rápido ao local, cerca de um minuto após a ligação, mas depois de tanta pergunta, os ladrões já tiveram tempo suficiente pra roubar e fugir sem serem pegos.

... Você se sente tranquila em ligar pra polícia nesse caso, sem ter medo de uma possível "revanche" dos ladrões, com participação inclusive dos próprios policiais que te atenderam.

... O governo tem dinheiro (milhões de dólares) pra arcar, várias vezes durante o inverno, com as despesas que cada tempestade de neve acarreta. Sim, porque a roubalheira aqui é, no mínimo, bem menor do que o que a gente vê todo dia no Brasil, então não falta dinheiro numa situação de emergência como essa.
... Quando você aos poucos vai descobrindo inúmeros produtos super úteis pra essa temporada de frio. Maquininha automática pra tirar a neve da fachada de casa (não que eu precise, afinal, nem fachada de casa eu tenho!); palmilha com isolação térmica, feita com o mesmo material utilizado pelos astronautas da Nasa; casacos que te protegem no frio de -20 graus, como nenhum outro que você comprar fora daqui; pantufa que se auto-esquenta.

... Quando você vai a um supermercado, diferente daquele de costume, e na hora de pagar no caixa, você se dá conta de que ali, o caixa é "self-service": você mesmo scaneia os produtos que quer comprar, finaliza a "venda", passa o cartão no local indicado pela telinha, assina virtualmente (sua assinatura também sai na telinha), pega sua sacola e vai-se embora.

... Quando você encontra um ator famoso, durante um jantar casual no seu restaurante preferido e ele está sem seguranças por perto, nem nada. Mas não me refiro a um mero "ator global" não... Falo de ator hollywoodiano, o Brendan Fraser. rs...

... Quando você, dias depois do encontro acima, dá de cara com ele fazendo compras, tranquilamente, no lugar onde você trabalha e ele ainda compra na sua mão!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Mais curiosidades

Post rápido! Enquanto não vêm fotos novas, mais curiosidades pra vocês...
- É impressionante como as pessoas aqui saem na rua com um acessório novo e deixam a etiqueta lá! Nao é a etiqueta de preço não, ou talvez seja ela também. É aquela que fica fora do tênis ou da roupa, geralmente pendurada em um cordãozinho, que identifica o material do produto, formas de conservá-lo melhor, etc... Fico de cara com essas coisas, não sei se é desleixo ou é moda, mas que é muito bizarro ver aquela etiqueta no tênis, voando a cada passo que a pessoa dá, isso é.
- Por que será que as pessoas aqui assoam o nariz beeeem forte, no meio de todo mundo? E o pior, aparentemente, ninguém estranha. Eu já presenciei isso no meu curso (e continuo presenciando), no ônibus/metrô e até durante uma entrevista de emprego em grupo. Estão todos no maior silêncio, concentrados e de repente você ouve uma assoada, mas não é uma assoadinha discreta não... É aquela assoada com vontaaaade, que parece que as tripas do sujeito vão sair pelo nariz!! Talvez seja frescura minha, porque pelo que percebi não é característico de uma cultura específica (como tem países onde é chique arrotar depois de comer), mas gente... É desagradável demais escutar aquilo do seu lado... Pô, levanta e vai ao banheiro, meu amigo!
- Agora que o frio está ocupando seu devido lugar, vocês não imaginam como a mulherada aqui se produz... Já vi cada modelito que dá até aquela "vontade de ser ela". Em contrapartida, tem também muita gente arrumada, mas que quando você vê, está com a roupa rasgada. Rasgões de tamanho considerável e em lugares que não dá pra disfarçar ou fingir que não viu... Vai entender a contradição...
- Uma coisa que eu me divirto demais aqui são os doidos que passam pela gente na rua: ontem mesmo, passou um cara do nosso lado e soltou a maior gargalhada na nossa cara. Não falou nada, apenas riu MUITO e saiu andando. Outra vez, foi uma senhora que cruzou comigo na estação de metrô, olhou pra mim, soltou um "Haaannn" e continuou seu caminho.
- Sobre a neve: nunca soube que podia acontecer de chover e nevar ao mesmo tempo. Outro dia, falando com Alexandre no telefone eu disse que tava chovendo umas gotas MUITO frias, mais frias do que já eram normalmente, aí ele disse: é porque tá nevando também, bocoió. =/
É isso, gente! Quando tiver com um tempinho maior sobrando, prometo que volto com as fotos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

5 meses e mais curiosidades!

Oi, gente!

Estamos completando 5 meses de Montréal!! Mas estou preparando um post especial pro sexto mês, então aqui hoje vão só algumas curiosidades-inúteis que continuamos descobrimos nesta cidade! =)

- O frio chegou e com ele, a descoberta do frio-calor-frio-calor que a gente passa, indo pro trabalho, pro curso, etc.
Imagine a situação: você se prepara pra sair de casa e olha no termômetro a temperatura externa: 1 grau. Então você se prepara toda com o casacão, cachecol, luvas e gorro. Sai de casa e enquanto espera o ônibus, você se sente tão quentinha que fica orgulhosa de si mesma! Daí, você entra no ônibus. Foi só colocar o pé lá dentro e você sente um "bafo" do aquecedor se aproximando de você. Pronto. Bastam 5 minutos pra você começar a suar... Daí você tira pelo menos as luvas, a touquinha e abre o casaco... Quando você sai do ônibus e vai em direção ao metrô, você fecha o casaco e, pra não precisar vestir tudo de novo, guarda as mãos dentro dos bolsos e anda depressa até a estação. No trajeto dentro do vagão, você abre novamente o casaco e continua a suar mais um pouquinho... Após sair do metrô, vai subindo as escadarias com pressa e quando chega à rua, se empacota toda de novo (fecha mais uma vez o casaco, e agora sim, coloca as luvas e o gorro). Então você caminha por 10 a 15 minutos rumo ao seu destino e quando chega lá, tira tudo e fica só de camisa normal. Na hora de ir embora, prepare-se, porque vai começar toda a trabalheira de novo...

- O lado bom disso tudo é que as famosas calças térmicas funcionam mesmo! Eu sei que a maioria das pessoas só as usam durante o invernão forte. Mas eu, friorenta do jeito que sou, já inaugurei e tô adorando!! Comprei uma que é de 100% polyester. Não sei se vai ser suficiente pros -15 C que vão chegar em breve, mas até agora, estão sendo muito úteis e o melhor: tirando a parte do "frio-calor-frio", quando estou na aula ou no trabalho, ela nem esquenta tanto e eu até esqueço que estou vestindo duas calças. =)

- Outra novidade que descobri! Aqui é muito comum usar uma luva que abre como se fosse uma tampinha na parte dos dedos pra deixá-los do lado de fora, e depois você fecha de novo. Menino, que belezura é isso, viu. Porque as luvas são muito grossas e na hora de pegar o passe do metrô ou dinheiro, você precisa tirá-las, senão, não consegue colocar o dedo no bolso (até consegue, mas não consegue puxar o passe)... O fato é: adorei o modelito. hehehe

- Mudando completamente de assunto, pra variar: alguns apartamentos (como o nosso) não têm lâmpada no quarto, nem na sala... Então, como fazer pra iluminar a casa à noite? A gente espalha aqueles "wall lamps" por todos os cômodos.

- A maioria dos apartamentos que conheço, se foram alugados semi-mobiliados (com geladeira e fogão), eles normalmente tambem vêm também com um "sugar" acima do fogão.

- Ainda falando sobre a moradia, vocês não podem imaginar o barulho estridente que o piso deste apartamento faz, quando a gente anda. Meu Deus do céu!! Estamos no Canadá, um dos países com maior índice de incêndio do mundo, e eles insistem em fazer os prédios com uma mistureba de gesso, madeira e um isolante sonoro que não presta. A gente anda pela sala e quem está no quarto, pode ouvir claramente o nhec-nhec do chão. Tudo bem que nosso apartamento é um 3 1/2 cubículozinho, mas mesmo numa quitinete, isso não acontece no Brasil... E por exemplo, agora estou na sala, com o computador bem perto da parede e eu posso escutar os meus vizinhos conversando no apartamento deles... Na verdade, escuto a criança chorando e a mãe falando em "gutiguti" com ela.

- Agora, pior do que você se incomodar com o barulho que você mesma faz, é saber que está incomodando os vizinhos de baixo. Eu realmente imagino o incômodo que deve ser pra eles, mas muitas vezes, é uma situação incontrolável... Coisas caem no chão, nossa pisada às vezes sai um pouco mais forte, a gata pula de um lado pro outro... E quando você menos espera, escuta uma cutucada vindo de baixo de você. É a vizinha do andar de baixo, que deve ter um cabo de vassoura ao lado da cama dela, porque às vezes a Xandelle deixa cair alguma coisa no chão e na mesma hora, lá vem a cutucada. Muito ruim isso, porque eu e Alexandre ficamos incomodados por saber que estamos incomodando, sabe como? Mas por outro lado, como controlar isso? De vez em quando, já me pego andando só com a pontinha do pé e sem sapato. Só na "meia-ponta", como eu diria nos meus tempos de bailarina...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

"Desmistifcando mitos"...

E aí, galera do meu Brasil...
Hoje vou fazer um post daqueles, meio que de curiosidades, mas sobre coisas que eu ouvia (lia) muito no Brasil, e quando cheguei aqui, constatei que não eram verdade...
Primeira coisa: "não existe abridor de lata". Quem não achar abridor de lata aqui, não sabe procurar, cara!! Já vi no Dollarama, supermercados, até no Canadian Tire tem. É um estilo um pouco diferente do Brasil, mas funciona direitinho.
A mesma coisa serve pra panela de pressão. Esse papo de que aqui panelas de pressão custam centenas de reais é mentira... O negócio é achar uma promoção nos jornaizinhos e eu já vi várias, vendendo por 30, 40 dolares. Só não comprei mesmo porque não sei fazer feijão! rs...
Leite condensado: fiquei até com vergonha no supermermercado, quando perguntei toda cheia de dedos pra funcionária se "por acaso existia algo parecido, assim... com... um leite que é condensado... meio doce, pra fazer outros doces..." a mulher deu um sorrisinho e disse "sim, o condensed milk (!!!) fica ali naquela prateleira"... Simples assim! rs...
Creme de leite: o leite que vem como "creme" nao é o mesmo do nosso, porque ele é quase um chantilly, mas o que dá pra usar aqui como creme de leite mesmo é o leite que tem 15% de gordura (o leite pra tomar tem de 1 a 3%). Ele é mais liquidozinho que o creme do Brasil, mas é tão bom quanto e o strogonoff que fiz ficou uma delícia! (Valeu, Mariii!)
Sobre os restaurantes japoneses aqui serem mais baratos... Muita hora nessa calma! rs... Existem aquelas bandeijinhas com algumas peças de sushi dentro que custam mais ou menos CAD$5,00. Mas se você quer sair pra comer bem mesmo, como a gente comia no Haná até passar mal (sushis bem feitos, sashimis à vontade, esquema de buffet mesmo), prepare-se para gastar, no mínimo CAD$20,00 por pessoa. No mínimo... Considerando que no Brasil, a gente pagava R$38,00 pelo buffet, aqui sai até um pouco mais caro...
Mudando de assunto, porque esse papo de comida já tá me dando fome. Sobre achar apartamentos em Montréal, depois do famoso 1o. de julho: nós somos a prova concreta de que ainda restam muitos depois deste dia. Fim de semana agora iremos nos mudar pra o quartier Île des Soeurs. Claro que a grande maioria dos apês já foi alugada, mas batendo uma perninha básica, você ainda acha coisa boa, por preços bons também. Só tome um cuidado!! Se você passar por um bairro onde tem muito anúncio de "Logement a louer", pode saber que a redondeza por ali não é boa e daí a sobra de tantos apartamentos.

Eu tinha outras coisas para falar, mas o tempo que 'me dei' para escrever já esgotou e agora preciso ir encaixotar as coisas pra mudança!!

Beijo grande pra todos, mesmo praqueles que entram aqui e não deixam nem um"oizinho"! hihihihi

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Curiosidades básicas

Oi, Gente!
Esse post vai ser só pra falar sobre algumas curiosidades que quando me deparo com elas, sempre penso: "tenho que fazer um post sobre isso". rs...

1: Já ouvi gente me dizendo que peito de fora pra eles aqui no Canadá é normal, que o que não pode eh chamar a atençao pro bumbum... Pois eu quero fazer aqui a minha observação sobre isso. Nao sei quanto ao resto do Canadá, mas aqui no Quebec, já vimos (e nossos maridos podem confirmar!! =/ ) mulheres usando umas super-micro-mini-saias, que de tão minis, chegam a mostrar a "popinha"do bumbum, sabe como? E ninguém fica olhando não... Mas no primeiro dia que eu vesti um vestido tomara-que-caia, me senti a mulher mais vulgar do mundo, porque todos ficavam me olhando, olhando pro meu ombro e colo, como seu eu tivesse nua!!! Juro que me deu vontade de falar: "oi, tudo bem? Aquela bunda exposta ali nao te ofende muito mais do que meus ombros e meu colo nao???"

2: Nada a ver com o assunto acima, mas vocês sabiam que aqui, a fechadura tranca pro lado que se costuma abrir no Brasil, e abre pro lado que se tranca? rs... Ou seja, na hora de trancar a porta, volta e meia me pego conferindo se tranquei mesmo, porque tenho que girar a chave pro sentido horário, e não anti-horario, como era de costume.

3: A moda dos bonés masculinos aqui é, no mínimo, bizarra! rs... Lembram do Nhônho do Chaves? Aquele gordinho que às vezes usava um boné com a aba dele bem retona?? Aqui todos os "bad-boys" usam assim. O que, cá entre nós, de "bad" nao têm nada, eles ficam mesmo é com cara de.... Nhônho!!!
4: Nosso professor de Brasília já havia dito isso e nós confirmamos: sunga aqui, é coisa de velho!!! rs... Isso mesmo. O normal pros homens é usar short de banho, quase uma bermuda... Alexandre já aderiu à moda local, quando fomos pro chalé do Antoine! (Aliás, foi um dia show de bola). Nem preciso falar da minha troca do biquini brasileiro pelo modelito canadense, ne? rs...

5: Aqui em Montréal, a grande maioria dos comerciais de TV tem sua versão em inglês e em francês, num mesmo canal. O engraçado é que quase nunca são os mesmos atores que fazem as duas versões. Acontece, por exemplo, de num anúncio em inglês, a garota-propaganda ser morena e na versao francesa, ser uma loira (ou vice-versa, foi só um exemplo). Alexandre e eu já demos uma viajada neste assunto, tentando encontrar possiveis diferenças no público-alvo que explicasse o fato, mas realmente nao conseguimos descobrir o verdadeiro motivo. rs...

6: Esta última curiosidade, tivemos todos que aprender na marra!! Erasmo e Anderson que o digam... Aqui, nao se pode fazer churrasco nos parques nao... Outro dia juntamos a brasileirada toda num parque aqui perto de casa, os meninos levaram a churrasqueira portátil deles e estávamos lá, felizes da vida fazendo um churrasquinho na brasa, quando de repente, chegaram 3 policiais querendo nos multar. Na minha doce ingenuidade, fiquei achando que era por causa da latinha de cerveja que estava na minha mão e na mesma hora dei um jeito de guardá-la. Mas nao... O motivo era o fogo. Incêndio aqui é como assalto no Rio. rs... Tem toda hora, em todo lugar, pequenos incêndios. E por isso, você pode ouvir a sirene dos bombeiros praticamente todo dia passando perto da sua casa.
Mas, voltando ao assunto da multa, a policial nos deu a chance de fecharmos a churrasqueira e irmos embora, pra não pagarmos a multa... Entao foi o que fizemos... E o resultado deu nisso:

Anderson e Erasmo, carregando a churrasqueira ainda quente, rumo ao quintal de Léo e Aline (reparem nos 3 policiais sentados na mesa, aguardando nossa saída!!):

Juntando as coisas pra irmos embora...



E depois, comendo o salmão que o Anderson fez e papeando!! E claro, tinha carne também, né gente.



Por hoje é só, pessoal! =)